TENSÃO
Ataque deixa 12 mortos e suspende voos em aeroporto internacional
Operações no Aeroporto Internacional Rei Khalid foram suspensas após um ataque deixar feridos


As operações no Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, capital da Arábia Saudita, foram suspensas neste sábado, 10, após um ataque deixar várias pessoas feridas. A informação foi divulgada pela Autoridade de Aviação Civil saudita em comunicado.
Segundo informações obtidas pela Reuters, uma explosão atingiu a área do aeroporto e provocou a retirada de passageiros de partes do terminal. Duas testemunhas e outras duas pessoas informadas sobre o episódio relataram o ocorrido à agência. Mais de dez ambulâncias foram vistas se deslocando para o local.
Uma das testemunhas afirmou ter presenciado a explosão e, logo depois, visto várias pessoas feridas caídas no chão dentro do aeroporto. Até a publicação das informações, o gabinete de imprensa do governo saudita e a autoridade de aviação civil do país não haviam respondido aos pedidos de comentário.
O episódio acontece em meio à intensificação dos ataques com mísseis realizados pelos houthis, grupo rebelde do Iêmen alinhado ao Irã, contra a Arábia Saudita. O aeroporto de Riad já havia sido alvo de dois ataques nesta semana, que deixaram quatro mortos, outras pessoas feridas e uma aeronave bastante danificada.
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Ataque deixa 12 mortos e mais de 300 feridos
O ataque ao aeroporto internacional de Riade, capital da Arábia Saudita, deixou ao menos 12 mortos e mais de 300 feridos. O episódio foi o mais letal em um país árabe do Golfo desde o início da guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em fevereiro.
A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita atribuiu a responsabilidade pelo ataque aos rebeldes houthis, do Iêmen, apoiados pelo Irã, e prometeu uma resposta firme.
Segundo uma fonte hospitalar ouvida pela AFP, foram indenficadas duas vítimas. Um comissário de bordo egípcio que atuava em uma companhia aérea saudita e um palestino que tinha documentos de viagem egípcios.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado, 10, a imprensa que analisaria a possibilidade do governo americano participar de ataques contra os houthis. Ele ainda afirma que a decisão sobre uma eventual ação militar seria tomada após a análise do episódio.
As embaixadas dos Estados Unidos, do Canadá, da Alemanha e da Espanha orientaram seus cidadãos a evitar a região do aeroporto.
Segundo um diplomata ocidental à AFP, várias embaixadas proibiram seus funcionários de ir ou voltar do aeroporto ao longo da próxima semana. A representação diplomática americana afirmou estar ciente dos ataques.
Voos são cancelados ou desviados após ataque
O fechamento do aeroporto provocou alterações nas operações aéreas com destino à capital saudita. Dados da plataforma de monitoramento Flightradar24 indicaram que todos os voos que seguiriam para Riad haviam sido desviados ou cancelados. Em determinado momento, apenas um helicóptero aparecia sobrevoando a região do terminal.
Diante da situação, a administração do aeroporto orientou os passageiros a entrar em contato diretamente com as companhias aéreas e verificar as condições dos voos antes de se deslocarem até o local.
Entre as empresas afetadas, a Kuwait Airways anunciou o cancelamento de voos de ida e volta para Riad devido ao fechamento do aeroporto por questões de segurança. A Etihad Airways e a Qatar Airways também suspenderam diversas operações entre seus respectivos centros de operações e a capital saudita. Algumas das restrições devem permanecer em vigor até segunda-feira, 12.
Os ataques atribuídos aos houthis na quinta-feira, 8, e em outros dias desta semana já haviam levado diferentes companhias aéreas a suspender ou cancelar voos para a cidade.
Eventos de energia e investimentos serão mantidos
A escalada da violência ocorre às vésperas de importantes conferências sobre energia e investimentos programadas para Riad. Apesar do ataque e da suspensão das operações aeroportuárias, os organizadores dos eventos informaram neste sábado que a programação será mantida e buscaram tranquilizar os participantes sobre as condições de segurança.
Em meio ao agravamento das tensões, os houthis recomendaram que aeronaves comerciais evitassem o espaço aéreo saudita, declarado pelo grupo como uma zona de operações militares.
A declaração foi feita após o governo iemenita, apoiado pela Arábia Saudita, iniciar uma ofensiva contra os rebeldes no começo deste mês.


