OPERAÇÃO EQUAÇÃO FINAL
Grupo homicida e de tráfico interestadual tem R$ 15 milhões bloqueados na Bahia
Durante a ação, um braço armado da organização foi capturado


Um grupo interestadual ligado a homicídios, tráfico e lavagem de dinheiro na Bahia e em São Paulo, teve R$ 15 milhões bloqueados, nesta quinta-feira, 8, durante a Operação Equação Final.
O entrave milionário foi autorizado judicialmente e abrange contas, bens e outros valores pertencentes aos criminosos, como forma de impedir que o patrimônio seja movimentado durante as investigações.
Além do bloqueio, a ação deflagrada entre as Forças Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCOs), as Polícias Civis de ambos os estados e a Polícia Militar baiana, cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em:
- Jequié (BA);
- Ipiaú (BA);
- Dário Meira (BA);
- Ubatã (BA);
- Nova Ibiá (BA);
- Gongogi (BA);
- Itacaré (BA);
- Guarulhos (SP);
- Santo André (SP).
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Vinte foram presos
20 faccionados já foram identificados e capturados durante o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão, nas primeiras horas da operação.
As prisões aconteceram nas cidades de baianas de Jequié, Ipiaú, Dário Meira, Ubatã, Nova Ibiá, Gongogi e Itacaré.
Até o momento, 15 criminosos foram localizados nos municípios da região sudoeste e outros cinco em cidades do Sul da Bahia.
Gerente de tráfico foi preso
Durante o cumprimento em um dos pontos um dos alvos prioritários da ação foi capturado. Ele é apontado como braço armado da organização paulista e responsável por gerenciar o tráfico de drogas na região de Ipiaú.
Além disso, o suspeito possui histórico de homicídio e é conhecido por fugas com armas de fogo.
Entenda como agia o grupo
De acordo com as investigações, o grupo atuava predominantemente nos municípios de Ipiaú e Ubatã, com ramificações em outras cidades baianas.
Conforme o titular da FICCO Bahia, delegado de Polícia Federal Eduardo Badaró, a operação é resultado do avanço das investigações após a prisão de uma das principais lideranças do grupo, realizada em maio deste ano na capital paulista.
“A partir da análise dos elementos obtidos durante a ação em SP, foi possível identificar grande parte da estrutura organizacional da facção, seus integrantes, áreas de atuação e o modo de operacionalização das atividades criminosas”, destacou.
Policiais da FICCOs BA E SP, das Diretorias Regionais de Polícia do Interior (Dirpins) Sudoeste e Sul, Comandos de Policiamento Regional (CPRs) Médio Rio de Contas e Sul, das CIPEs Central e Cacaueira, do TOR, além de equipes da Divisão de Investigações sobre Furtos e Roubos de Veículos e Cargas (DIVECAR) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) da PCESP, participam da ação.


