POLÊMICA
Mães denunciam deputado por ofensas a estudantes em escola particular
Parlamentar nega conduta e diz que não esteve na carreata durante o ato


Relatos de mães de alunos do Colégio Oficina, localizado na Rua Miguel Navarro Y Cañizares, no bairro da Pituba, em Salvador, apontam uma grave conduta atribuída ao deputado estadual Diego Castro (PL). Ao portal A TARDE, contudo, o parlamentar negou a conduta.
De acordo com os depoimentos dos responsáveis, o parlamentar causou constrangimento e proferiu ofensas diretas contra os estudantes que estavam nas proximidades da unidade de ensino.
Em contrapartida, o deputado esclarece que "não é a pessoa que aparece nas imagens divulgadas e que o registro corresponde a outra carreata, da qual não participou". Leia a nota na íntegra:
"O deputado estadual Diego Castro (PL) nega qualquer envolvimento no episódio de supostas ofensas a estudantes do Colégio Oficina, no bairro da Pituba, em Salvador, divulgado nesta segunda-feira (26). O parlamentar esclarece que não é a pessoa que aparece nas imagens divulgadas e que o registro corresponde a outra carreata, da qual não participou".
Ainda de acordo com as denúncias, a comitiva do deputado transitava pela via do colégio quando o parlamentar utilizou um alto-falante para direcionar ataques e xingamentos aos alunos, chegando a chamá-los abertamente de "burros".
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Insultos de cunho sexual
A denúncia aponta ainda que, em determinado momento, o parlamentar teria desembarcado do veículo e caminhado em direção aos jovens. O grupo relatou que o parlamentar dirigiu insultos de cunho sexual e intimidação verbal. Para uma aluna, ele teria perguntado se ela gostava de "tomar dedada", enquanto aos meninos declarou que eles "morreriam virgens".
A conduta relatada gerou revolta entre pais e alunos, os quais cobraram posicionamentos formais das autoridades competentes e dos órgãos de fiscalização do Estado.
Diego Castro, por sua vez, nega que esteve no local e diz não ser a pessoa que cometeu o ato. "O parlamentar esclarece que não é a pessoa que aparece nas imagens divulgadas e que o registro corresponde a outra carreata, da qual não participou", diz um trecho da nota enviada pela assessoria do deputado.
Relatos de alunos
De acordo com relatos de estudantes, os quais presenciaram a passagem do ato político, a movimentação transcorria normalmente até que pessoas vinculadas à equipe e apoiadores do parlamentar observaram alunos fazendo gestos em referência a um candidato à Presidência da República.
Ao notar a manifestação dos jovens, o indíviduo ordenou a interrupção imediata da execução do jingle político e parou o veículo em que se encontrava. Utilizando o sistema de som, a pessoa dirigiu-se diretamente aos estudantes com declarações de tom provocativo.
"Você aí gosta de tomar dedada? Pois é, seu presidente falou que mulheres, meninas, já são acostumadas a tomar dedada desde criança, desde mais jovem. É esse presidente que você quer para o seu país? É esse que é seu presidente?", declarou.

Ainda conforme a testemunha, logo após proferir a fala, o deputado solicitou o restabelecimento do áudio da carreata, e o comboio prosseguiu com o trajeto e a programação normal do evento.
Diego Castro já se envolveu em confusão com estudantes na UFBA
O deputado Diego Castro, contudo, tem histórico de confusão com estudantes. Em agosto deste ano, ele esteve no centro de um tumulto no campus da Universidade Federal da Bahia (Ufba), em Salvador.
De acordo com apuração do portal A TARDE, o parlamentar teria entrado na Faculdade de Comunicação (Facom) com o objetivo de remover materiais de propaganda favoráveis ao governador Jerônimo Rodrigues (PT).
Defesa
À época, em posicionamento oficial enviado à reportagem, a equipe de comunicação de Diego Castro disse que o legislador foi ao local após ser alertado sobre a veiculação de adesivos de apoio a Jerônimo e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas instalações do prédio universitário.
“Universidade pública não é comitê eleitoral de Lula, de Jerônimo ou de partido nenhum. Se querem fazer campanha, que façam nas ruas, nos comitês e dentro das regras eleitorais. O que não pode é transformar um espaço mantido com dinheiro público em extensão de campanha política”, declarou o parlamentar, alinhado à ala bolsonarista.
Já sobre o episódio do último sábado, 24, em frente ao Colégio Oficina, a reportagem procurou o deputado Diego Castro, o qual negou as acusações de ofensas.
*Matéria foi atualizada às 8h46, desta terça-feira, 27 de outubro, para inclusão do posicionamento do deputado estadual Diego Castro (PL).


